1a Iniciação Olímpica – Escola Municipal Dunshee de Abrantes

Educação e esporte me possibilitam falar sobre muitas coisas, pois abrangem diferentes campos do conhecimento. Infelizmente, vivemos hoje em uma sociedade praticamente vazia de valores éticos e morais, de conceitos e de tradições. O mundo globalizado possibilitou evolução em diversas áreas e pessoas, mas gerou, também, sentimentos de ansiedade, insegurança e a crescente violência urbana, em que valores socioculturais e filosóficos não se fazem presentes no universo de aprendizagem.

Devido a inúmeros fatores, crianças e adolescentes apresentam freqüentes problemas de aprendizado e relacionamento nas escolas públicas que freqüentam. As conseqüências são a repetência e os processos de disciplina a que são freqüentemente submetidas.

O esporte, aliado à educação, proporciona um futuro diferente, pois serve também para a aquisição de valores necessários para coesão social e mundial, mesmo que tenha como princípio o desenvolvimento físico e da saúde. Esporte vai muito além das disputas dentro dos estádios e ginásios. Cada vez mais cresce a sua importância!

As atividades físicas e desportivas oferecem uma ampla gama de ações, contribuindo para a formação de crianças e jovens. Têm um fator motivador extremamente positivo que são sentidos no dia-a-dia, com crianças e adolescentes mais concentrados nas aulas e disciplinados.

Como futuro docente, entendo que o esporte precisa se integrar às finalidades gerais da educação, de desenvolvimento de cada indivíduo, de formação para a cidadania e de orientação para a prática social. A educação e o esporte, juntos, capacitam cidadãos com valores sociais, morais e éticos e também atuantes na vida política, econômica e social.

O reconhecimento do esporte se dará quando ele for verdadeiramente acrescido à função educacional, incluindo elementos sociais, culturais, comunitários e afetivos. Sei que cabe ao poder público investir fortemente e se comprometer com estas áreas, mas cada um de nós também pode fazer a sua parte. Eu estou fazendo a minha e você?

Iniciação Olímpica Dunshee de Abrantes Logo

Hoje, dia 25 de Novembro, passei por uma experiência maravilhosa: desenvolvendo um estágio na Escola Municipal Dunshee de Abrantes, eu, juntamente com a Professora Rosa Maria Moura, promovemos uma iniciação olímpica, com atividades de atletismo, na aula de Educação Física: provas de velocidade, obstáculos e dardos. Não foi obrigatória a participação de todos os alunos. Nas atividades trabalhamos equilíbrio, força, disciplina, memorização, entre outros.

No começo, houve uma certa resistência, talvez por serem atividades diferentes das praticadas regularmente em qualquer escola (futebol, vôlei, handball e basquete), mas com o tempo todos que participaram, gostaram e ficaram muito felizes. Houve uma premiação simbólica, como reconhecimento do trabalho que fizeram. E tanto eu, quanto a professora ficamos muito realizados com a credibilidade que os alunos participantes deram a nós que promovemos uma mudança na rotina da aula, mostrando como eles são capazes de experimentar e realizar o novo.

À vocês o meu muito obrigado, são todos campeões!

Leandro Albuquerque

Palestras

As palestras têm como objetivo mostrar às pessoas o quão importante elas são e que desempenham função significativa seja no setor pessoal quanto no profissional. Ajudá-las a entender que, adotando atitudes construtivas, criando oportunidades e desenvolvendo o próprio potencial, podem agir de maneira mais eficiente perante obstáculos ou situações adversas. Assim, podem converter boas ideias em realidade.

Saibam como toda a rotina de treino fé essencial para o nosso desenvolvimento e crescimento e levem isso para as próprias vidas!

Acreditem em vocês!

No link Projetos, vejam as palestras que já foram realizadas.

observação: As palestras podem ser teóricas e/ou práticas

Cris Fernandez

Fortalecimento

O fortalecimento muscular é uma forma de exercício resistido, que visa o aumento e a melhora dos músculos esqueléticos utilizando variação de carga, amplitude de movimento, tempo de contração e velocidade. É uma prática que deve ser intercalada aos treinos de corrida, pois durante o passar dos anos o nosso corpo tende a sofrer perdas em três pontos principais: resistência, elasticidade e musculatura.

A corrida está cada vez mais popular. Multiplicam-se o número de provas e, conseqüentemente, a procura pela melhoria. Os treinos, mais freqüentes e mais intensos, precisam de acompanhamento profissional qualificado, para evitar, assim, o número de lesões. Durante a corrida, as forças de aceleração e desaceleração podem exceder a capacidade de absorção de cargas lesivas do músculo e tendão, o que poderá levar a lesões. E elas surgem normalmente em ações como mudanças de direção, mudanças bruscas de velocidade e movimentos de rotação.

Consideram-se fatores de risco, entre outros, a falta de força muscular, a existência de lesões prévias ou a sua reabilitação inadequada. Apresenta-se então imprescindível para a obtenção de bons resultados seguir um programa de treino adequado aos seus objetivos, que permita uma boa preparação física, incluindo um adequado trabalho de força muscular e alongamento. Dentro do fortalecimento muscular, deve-se ter atenção aos grupos musculares mais solicitados durante a corrida, tais como estabilizadores lombares e pélvicos, musculatura da coxa (isquiotibial e quadríceps) e gêmeos. Um dos grandes avanços do treino de força durante as últimas décadas foi a incorporação do trabalho de sobrecarga excêntrica à maioria dos programas de treino. Consiste essencialmente em fortalecer a musculatura, enquanto as fibras musculares se alongam através da força dos tendões e não da sua contração, utilizando uma carga superior à utilizada no quotidiano. Este trabalho muscular solicita mais fibras tendinosas, promovendo o alinhamento das mesmas, o aumento de colágeno do tendão, um maior ganho de força num menor espaço de tempo e um maior alongamento, o que leva a uma maior capacidade de resistência, diminuindo o risco de lesão. Em treino de alto rendimento é possível também realizar este trabalho utilizando o nosso peso corporal.

Para a introdução destes exercícios na reabilitação de uma lesão é importante ter em conta as especificidades da lesão e a fase em que se encontra, sendo melhor o aconselhamento de um profissional qualificado.

Leandro Albuquerque

Você é o seu melhor motivo!

Servir de motivo a; causar; despertar interesse; estimular; promover; provocar…

Qualquer que seja o real significado, passei por uma experiência incrível: fui palestrante no evento “Esporte e Motivação”, organizado pelo SENAC e alguns de seus alunos, em Teresópolis / RJ. Contei como ingressei no mundo das corridas, o que me motiva correr e como levo isso para a minha vida como um todo.

Com certeza você já ouviu a frase “é difícil dar o primeiro passo”. Mas por que é difícil? Se você está naquela adrenalina de realizar o novo ou de, até mesmo, recomeçar, isso é fácil! Difícil mesmo é dar o segundo passo, o terceiro, o décimo, o vigésimo e assim sucessivamente. Transformar esta vontade em um hábito! E é neste processo que temos a verdadeira noção da disposição real que nos move a realizar o objetivo.

A motivação é essencial na vida de qualquer pessoa, seja ela intrínseca (auto motivação) ou extrínseca (gerada pelo ambiente). Ela nos move e gera uma sensação de bem estar, de dever cumprido.

Quando perguntam o por quê eu corro, nada mais nada menos é por me sentir bem, livre, feliz, é por querer superar algum limite de tempo ou distância, é por estar com pessoas com objetivos comuns, enfim, por saber que toda essa minha vontade motiva outras pessoas! E este, foi o meu maior presente na palestra… Ver o encantamento no rosto das pessoas e ver toda a confiança que despertei nas mesmas, criando nelas a vontade de realizar algo diferente! Isso não tem preço!

Querer realizar, qualquer coisa, não é fácil. Necessita de dedicação, disciplina, foco, força de vontade e amor. Imagina ter que treinar de manhã bem cedo, no frio ou com chuva… Ou, então, em pleno sol de 40° no verão, às 12h… Pois é, mas se eu quero evoluir, não posso criar obstáculos para não fazer. Além do mais, a organização da prova não cancela a mesma se há chuva ou se o calor chegar aos 45°, não é mesmo? Então, prepare-se, treine! É este o “segredo”. E isto funciona para qualquer setor da nossa vida. No mercado de trabalho, por exemplo, se você quer evoluir, leia, estude, se aprofunde no assunto. Faça acontecer! Sabe por quê? Porque VOCÊ  é o seu maior e melhor motivo! Acredite nisso!

Cris Fernandez

Por que eu corro?

Eu corro todos os dias pela manhã e, muitas vezes, também à noite. Quando me perguntam o porquê, digo que é para colocar os pensamentos e a vida em ordem. Podem até achar estranho, mas realmente é verdade. Quando corremos, oxigenamos mais o cérebro. As ideias fluem melhor. Então, é um excelente momento para pensarmos, para tomarmos decisões. Experimentem! E correr funciona como um “remédio” que alivia um mundo cheio de competições e disputas insalubres, que deixam cicatrizes e não levam a lugar algum… Apenas nos envelhece. Correr é reservar um espaço do tempo para cuidar de algo muito importante: eu mesma!

O nosso dia a dia geralmente é trabalho, casa, família e de quebra algumas reclamações, alguns problemas. Claro que tem a parte boa, é óbvio, caso contrário estaríamos todos loucos. Um dia vai, o outro vem e assim seguimos num círculo vicioso. Sim, porque há uma rotina e se não tivermos uma válvula de escape não conseguiremos nos desligar deste ciclo. Correr é ter uma hora no dia para, muitas vezes, falar nada e/ou ouvir nada!

Eu corro para aliviar as tensões, pois, na corrida, o cérebro libera hormônios na corrente sanguínea, como a serotonina e a endorfina, dando a sensação de prazer e bem estar. Isto significa que o nosso humor muda! Eu corro para controlar a raiva, ter assuntos diferentes e variados.  Para reencontrar a essência perdida na marcha dessa evolução cega diária. É uma terapia onde sou, ao mesmo tempo, analista e pessoa a ser analisada. Posso dizer que na maioria das vezes eu espalho boa energia, mas como posso recarregar essa minha bateria? Simples! Para mim, basta correr!

Num mundo onde vivemos coletivamente, onde dividimos funções e não decidimos nada sozinhos, onde, muitas vezes, temos que falar repetidamente as mesmas coisas, onde funções se perdem e onde não sabemos quem faz o que, correr é restabelecer o meu controle, a minha autonomia!

No asfalto, na trilha ou na pista quase tudo o que acontece é de minha responsabilidade. O meu tempo piorou? Não posso culpar o adversário. Eu defino o ritmo, a passada, o planejamento da prova. No momento em que é dada a largada, não dá para dividir a tarefa. Não dá para compartilhar as decisões. Mesmo em um revezamento, as funções estão absolutamente estabelecidas. Correr é reconhecer a minha individualidade. Admitir as minhas fraquezas e valorizar os pontos fortes. Correr é, também, reequilibrar as conquistas, é ter uma atividade em que milésimos de segundos parecem muito.

Eu corro para esvaziar a mente, para reocupá-la, para encontrar outro tema durante o dia. Para estar com um grupo de pessoas que tem interesses em comum e afinidades. Correr é agregador! E ao mesmo tempo um ato tão individual e específico.

No treino ou na prova são raros os que sabem com o que eu trabalho. Só interessa a corrida, a técnica, o estilo, a distância, o tempo e, enfim, a competição. Parece contraditório sair de um ambiente competitivo de trabalho para mergulhar em outro. Mas há uma razão: na corrida não há privilégios, há, sim, um exercício diário de humildade, que sempre me relembra a importância de treinar, de fazer muito para chegar a um resultado. Pode ser que haja dom? Sim, mas a disciplina fala mais alto.

Treinar sério é cansativo, muitas vezes desgasta, dói e são necessárias doses diárias de foco, determinação, força de vontade, insistência, compromisso. Mas se no final de tudo isso você sair com um sorriso no rosto, isto significa que valeu à pena porque você está feliz!

É isso, correr me faz feliz! Correr é um estado profundo de mergulhar em mim mesma para tentar ser uma pessoa melhor.

Cris Fernandez