Melhore a sua mente!

Não importa qual o objetivo. Completar sua primeira corrida, bater um recorde pessoal ou começar uma modalidade nova. Para qualquer uma das alternativas você deve levar em consideração a “Inteligência Atlética”, que nada mais é do que a capacidade de ler as “pistas” que constantemente nosso corpo nos transmite e adaptá-las no momento adequado para melhorar o rendimento físico e, assim, alcançar um melhor potencial.

Apesar de não senti-la, em muitos momentos você poderá sentir dor. Então, prepare-se mentalmente para modificar a forma de enfrentá-la. Não omita essas sensações, tente entender o que significa cada uma delas. Esta preparação também ajuda a conhecer seus limites. Aprenda a escutar o seu corpo e saberá o que ele tem a lhe dizer. “Livre-se” um pouco do GPS e encontre os sinais emitidos naturalmente pelo seu organismo como um todo. Pare por um momento e pense como estão suas pernas ou o seu coração. Saiba decidir se deve forçar, relaxar ou, até mesmo, abandonar um treino ou prova. Imagine-se forte! Mentalize imagens vitoriosas. Tenha certeza que se você pensar que não vai conseguir, provavelmente não conseguirá. Não foque no que não deu certo. Avalie todo o treino e evidencie os fatores positivos. Se você busca a melhora, aprenda a ser otimista nas partes duras do treinamento e conquistará mais confiança em si mesmo. Assim obterá melhores resultados. Escolha uma frase motivadora, que tenha um forte significado para você e a utilize nos momentos difíceis.

Não é exatamente a dor que faz crescer. O que faz crescer é a capacidade de projetar significados nas experiências, sejam elas de dor, de alegria, de amor ou mesmo as aparentemente mais insignificantes. É claro que a dificuldade sempre vai existir, mas prefiro escolher viver atenta, sabendo que o crescimento virá a partir do momento que eu enxergar a vida inteira como uma nova oportunidade.

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Bons treinos!

Correndo para Ajudar

A promoção dos programas e projetos sociais está ligada as mais diferentes instituições e agentes. Por mais que sejam diferentes, concluímos que a implementação dos mesmos tem como um fim promover valores e comportamentos.

Esses projetos lidam com o desenvolvimento pessoal, com o sonho de ascender profissionalmente, com a ampliação dos vínculos sociais, com a diversão, com a formação de caráter e com a melhora da condição e qualidade de vida.

Portanto, entendendo o esporte a partir de uma dimensão heterogênica, acreditamos na importância do desenvolvimento do vínculo esporte/sociedade, visando o bem-estar do ser humano, atendendo as necessidades específicas de cada instituição.

Baseado nisso, a MundoRun.rio organiza o evento “Correndo para Ajudar”, onde os objetivos são: incentivar a solidariedade, melhorar o funcionamento do organismo, elevar a auto-estima, promover trabalho em equipe, entre outros.

Acontecerá no dia 12 de Março de 2016, às 7:30h. A taxa de inscrição será:
2 kg alimentos OU 2 latas de leite em pó integral OU 1 kg de alimento + 1 lata de leite em pó integral para doar à instituição Obra do Berço;
sua altura e seu peso;
R$ 10,00

O percurso começa na Rua Pacheco Leão, na altura do número 881, onde se localiza um pardal, seguindo pela Estrada Dona Castorina, e termina na Mesa do Imperador, num total de 6 km.

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Ofereceremos, na chegada, água, banana e tangerina. Haverá massagem com o nosso parceiro massoterapeuta Jorge Luiz Pires no valor de R$ 10,00 e, para as meninas, uma pulseira de brinde.

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Todos receberão uma medalha simbólica e o troféu será para o 1° de cada categoria.

Observação: Evento limitado para 200 pessoas
Depósito – Banco Itaú – Agência 0311 – Conta Poupança 81352-1/500 – Cristiane Fernandez Ribeiro – CPF 024.952.127-00 (favor enviar Comprovante para o e-mail contato@mundorun.rio)
Obra do Berço – Rua Cícero Góis Monteiro,19 – Lagoa / (21) 2539-3902

Vamos? Juntos somos mais fortes e também podemos ir mais longe!

 

Ultramaratona!

Para uns é o desafio de ir cada vez mais longe. Para outros é o desafio de descobrir os seus próprios limites e ultrapassá-los. Mas seja qual for a sua razão em embarcar neste duro desafio, tenha certeza de que irá aprender duas coisas sobre si mesmo (a): O seu empenho e o seu próprio limite, tanto físicos como mentais, na corrida e na vida.

As longas distâncias seduzem milhares de corredores, mas podem causar um stress único, colocando os mesmos sob o risco de vários problemas, tais como:

Desidratação – Muitas corridas de 100 milhas apresentam uma pesagem obrigatória do corredor, antes da corrida e nos “check points” (postos de controle). Essa medida visa evitar que um corredor desidratado sofra alguma complicação longe de socorro médico. Em algumas provas, uma perda de peso maior do que 7% leva à desclassificação do corredor. O principal problema da desidratação é um colapso (desmaio) do corredor durante a prova, pois a desidratação diminui o volume sanguíneo do paciente que, durante a corrida, se torna insuficiente para um adequado consumo de oxigênio nos tecidos.

Hiponatremia – Diminuição da concentração de sódio no sangue. Os sintomas mais leves são pouco específicos, como por exemplo, cansaço, náuseas e confusão mental. Os sintomas mais graves, porém, podem ser fatais. A hiponatremia ocorre em atletas que não perdem ou até aumentam de peso durante a corrida devido a uma ingestão excessiva de líquidos. Um estudo recomenda a ingestão de 500 mililitros por hora nas ultramaratonas. É claro que essa recomendação não é totalmente efetiva, pois temos de levar em conta a temperatura ambiente, a umidade e as características físicas de cada corredor, mas a quantidade de líquido a ser ingerida é crucial: sendo pouca, desidrata e o excesso leva à hiponatremia.

Complicações renais – A proteína creatino quinase – CK – (específica para quando ocorre uma lesão do músculo cardíaco em ultramaratonistas) deve ser eliminada pelo rim. Um aumento excessivo da função renal pode levar a uma insuficiência renal aguda, que necessita de internamento e, em alguns casos, de hemodiálise.

Bolhas – A bolha não é exclusividade do ultramaratonista. É o resultado do atrito que causa a separação da pele em duas camadas preenchida por líquido. Entre os fatores que predispõem a formação de bolhas estão tênis novos ou muito velhos, longas distâncias, aumentos de velocidade e umidade ou sujidade (pedregulhos, por exemplo) no calçado. Medidas preventivas, como envolver um esparadrapo os pontos mais susceptíveis, escolher adequadamente tênis, lubrificantes e meias com duas camadas e trocar tênis e meias durante a prova, se for necessário, diminuem a incidência das bolhas. Se aparecerem durante a prova, devem ser limpas e drenadas. Realizar um curativo simples com gaze e um penso adesivo em duas camadas (um curativo sobre o outro) para diminuir o atrito no local.

Hematomas subungueais – São os sangramentos que ocorrem debaixo das unhas. Podem ser muito dolorosos e são causados por trauma direto. Se ocorrer um durante a prova, pode ser drenado. Deve ser feita uma boa limpeza da unha com anti-séptico e, com uma agulha estéril (ou um alfinete esterilizado), faz-se uma perfuração na unha até que o sangue comece a sair. Após a drenagem, o corredor consegue continuar.

Dentre esses e mais alguns, não há dúvidas que a realização de terminar uma prova dessa proporção é motivador. Mas como toda e qualquer prova, requer treino, mesmo se o seu objetivo for somente completá-la.

A disciplina começa nesse momento… Treinar com chuva, com sol, no frio ou no calor. Você não sabe que condições climáticas irá encontrar no dia da competição. Em uma mesma prova, eu já passei por 45°, 5° e chuva de granizo! Outro fator fundamental é a ingestão de alimentos e nutrientes durante o treino, assim como durante a prova. E ainda tem a parte mental. Treinar sozinho por horas, treinar num mesmo local por horas fazem parte do preparo, pois é certo você passar por isso em ultramaratonas.

O tempo que levará para ingressar numa prova dessa é variável. Depende do organismo de cada um, da adaptação de cada um, da disciplina, do foco, da vontade! Mas deixo claro aqui que se engana quem pensa que ser ultramaratonista é sinônimo de ser uma pessoa mais lenta. Os treinos devem ser variados. Você tem que ter a consciência e estratégia de saber quando imprimir velocidade ou não. E o seu corpo tem que estar preparado para isso. Então, treinos de tiros têm que ser feitos também.

Você quer participar? Treine! Já vi muita gente desistindo no meio do caminho. Você quer resultado? Treine mais ainda! E não caia no comodismo de ficar satisfeito, nem no desânimo caso não tenha conseguido. O sucesso é a soma de pequenos esforços repetidos dia sim e no outro dia também! Se é o que realmente você quer, se é o que ama fazer, faça e se entregue!

Tenha em mente que a competição nunca é contra os outros, é contra nós mesmos, pois a vitória é uma questão de mérito próprio e não de culpa de quem perdeu. Lutamos contra o cansaço, contra a fome, contra o desânimo e às vezes contra o desamparo de estarmos sozinhos em treinos ou em provas. Temos que viver cada dia, cada treino… Precisamos de força, de velocidade, de foco e de vontade… E ainda fibra e compromisso! Acrescente coração, mente, controle, calma, fúria, insistência, apoio e amor incondicional de quem suporta seu coração para que ele possa manter seu corpo forte e sua cabeça erguida.

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Série Suplementos: Glutamina

A Glutamina é um aminoácido produzido pelo corpo a partir de determinado metabolismo. É sintetizada a partir do ácido glutâmico, valina e isoleucina. Desses dois últimos aminoácidos essenciais citados, a conclusão é que os BCAA’s são as maiores fontes para síntese da Glutamina. É uma das proteínas mais abundantes em nosso corpo. Possui diversas funções importantes no corpo humano, por exemplo, ser fonte de energia para o sistema imune e participar de forma direta e ativa no crescimento muscular através da estimulação da síntese de proteínas.

Apesar de ser classificada pela literatura científica como um aminoácido não essencial, não queremos dizer que ela não seja essencial para nosso organismo, porque realiza funções vitais para o bom funcionamento de diversos órgãos como pulmões, coração, rim, fígado e intestino. Nosso organismo também a utiliza para o transporte de amônia e nitrogênio pela corrente sanguínea, e é por esse motivo que é necessário manter sempre constante a quantidade dela no sangue. Além de ser também uma fonte primária de energia para o nosso sistema imunológico, concluindo que sua escassez no organismo pode aumentar a incidência de doenças.

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Para atletas de atividades físicas de alta intensidade, a Glutamina auxilia muito na recuperação após os treinos, evitando o catabolismo e o overtraining (termo usado para designar um excesso de treinamento. Ocorre quando a pessoa treina de forma inadequada, não respeitando os intervalos ou tempo de recuperação. Leia o post http://www.mundorun.rio/treino/descansar-e-recuperar/), pois apesar dela ser produzida pelo corpo e representar praticamente 60% do tecido muscular esquelético, ainda a necessidade de seu consumo através da suplementação, já que a demanda de Glutamina nos músculos é muito maior do que o corpo é capaz de produzir nos casos desses atletas.

Participa de forma relevante na síntese de outros aminoácidos e ajuda a manter a homeostase (equilíbrio e conservação de elementos fisiológicos e do metabolismo) dos tecidos durante o processo de catabolismo. Outra função importante é o fato dela conseguir liberar quantidades extras de hormônios na corrente sanguínea, como a testosterona, por exemplo.

Também possui importante papel na produção de glicose. Manter um pH sanguíneo adequado, ou seja, dentro da faixa índice de 7.35 a 7.45 é de vital importância. Para que todos os nossos órgãos possam funcionar da maneira correta é necessário que haja um pH ótimo. A glutamina também ajuda a manter esses valores ideais.
É uma proteína tão importante para a boa manutenção das funções orgânicas que ela é indicada para pacientes com câncer e HIV. Em doenças como essas, os pacientes estão com a imunidade muito baixa, seja pelo processo de quimioterapia no caso do câncer, ou pelo ataque do vírus às células do corpo no caso do HIV.

Outro uso que ainda está em estudo é no caso de tratamento contra os danos do alcoolismo. A glutamina estimularia a produção de neurotransmissores que reduziriam os problemas no sistema nervoso, causados pelo álcool.

Na maioria das pesquisas feitas em indivíduos saudáveis que utilizaram essa substância por um certo período, demonstraram que seu uso é seguro e que não a risco de efeitos colaterais. Apenas em indivíduos diabéticos seu uso tem que ser controlado por um médico, já que estudos mostraram que diabéticos metabolizam a Glutamina de maneira anormal.

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Descansar e recuperar!

O grande desafio de nós exercitantes e dos atletas nem sempre está no treino intenso. Muitas vezes, o mais difícil é a recuperação e o descanso que é quando o organismo absorve o stress do exercício, capacitando-se para um esforço maior ou mais intenso após este período. Então, treinar intensamente sem um descanso adequado é o caminho certo para contusões, cansaço físico excessivo e desânimo, gerando maus resultados em treinos e competições. A armadilha é quando as pessoas acham que precisam treinar ainda mais, pois os resultados não estão compatíveis com o esperado e acabam piorando o quadro, ocasionando lesões ou uma grande apatia emocional e desânimo. Este  descanso, na realidade, é o recarregar da bateria.

A recuperação dos músculos após a atividade física diminui as dores e a fadiga no dia seguinte à prática, melhora o desempenho dos treinos seguintes e aumenta a massa muscular. Estudos mostram que o benefício ao corpo não acontece no momento da atividade e, sim, no descanso. Existem duas etapas para a recuperação muscular: a que repõe o estoque de energia que o músculo utilizou durante o exercício e a que restaura as lesões provocadas pela atividade física na musculatura.

Na primeira, a reposição é feita por meio da ingestão de carboidrato, absorvido pelas células em forma de glicogênio. Para acelerar esse processo, o ideal é fazer um pequeno lanche até 30 minutos após o término do exercício físico, porque é nesse período em que as células conseguem captar mais glicose e de forma mais rápida. Quanto maior a duração do treino, mais glicogênio o corpo vai utilizar. Normalmente, a reposição de energia nas células musculares leva entre 12 e 24 horas para acontecer.

Na segunda, é onde a musculatura aumenta. Um exercício de força provoca pequenas lesões no músculo, que são “curadas” pelas proteínas sintetizadas por células do tecido muscular durante a atividade física. Essa regeneração é o que leva ao aumento da massa muscular. Mas, para o músculo se recuperar completamente, ele deve descansar por 48 horas. Por isso, não é recomendável exercitar o mesmo grupo muscular dois dias seguidos.

Durante corrida de longas distâncias o corpo é colocado em extremo stress físico e metabólico. Do ponto de vista físico, a corrida é um esporte de mecanismo repetitivo! As musculaturas envolvidas, após um treinamento longo, sofrem micro traumatismos decorrentes dos movimentos repetitivos. E estas lesões ocorrem por toda extensão muscular e impedem que o músculo gere força na próxima atividade, a menos que tenha havido repouso e o músculo tenha tido tempo para se regenerar. Já para as pequenas distâncias, pode ocorrer micro lesões de dimensões maiores, em uma extensão menor da musculatura. Do ponto de vista metabólico a corrida executa um metabolismo dependente de oxigênio (aeróbico). Isto significa que cada célula se transforma em uma “usina” produzindo mais energia. Esta produção de energia gera um “lixo”, o ácido lático. Ele impede fisiologicamente que a musculatura gere mais força ou mantenha seu nível de força constante. Desta forma a tendência é que a musculatura se fadigue ao final do treinamento. Sendo assim, fazer outros treinamentos metabólicos e físicos para variar os estímulos é importante para obter um melhor resultado.

Claro que não podemos afirmar que quem corre todo dia pode se machucar, mas há risco maior da pessoa se lesionar e/ou entrar em um estado de overtrainning e os resultados poderão não aparecer, pois ele perderá performance. Durante o repouso o corpo regressa ao estado anterior. O ácido lático será reabsorvido e as micro lesões serão regeneradas.

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Fazer treinamento regenerativo também é uma opção válida, mas sempre levando em consideração parâmetros individuais sólidos a fim de obter sempre o melhor resultado. Vem com a gente e bons treinos!

Educativos

A corrida vem conquistando muitos adeptos, cada um com seu objetivo, seja ele performance ou qualidade de vida, ambos buscando correr com segurança e eficiência. Para muitos, correr e sair correndo significa a mesma coisa, o que não é verdade. Sair correndo exige apenas força de vontade, enquanto que o ato de correr exige uma série de técnicas.

Quando corremos gastamos mais energia e, a cada km, ficamos mais cansados. Esta energia consumida afeta diretamente por quanto tempo vamos conseguir correr na mesma velocidade. Sendo assim, o ideal é desenvolver um trabalho onde possamos correr todo o percurso estipulado mantendo a velocidade constante e gastando menos energia.  A economia de movimento é considerada pelos cientistas como o melhor preditor de performance.

Estudos mostram que entre outros fatores, os educativos são responsáveis por cerca de 30% de melhora no desempenho da corrida, melhoram a técnica (diminuindo conseqüentemente o risco de lesão), a coordenação e também são um meio de economizar energia.

Eles devem ser enfatizados nas fases iniciais de treinamento e aplicados com freqüência durante todo o período e sempre no início de cada treino. Dentre muitos exercícios educativos, selecionamos alguns, hoje há a facilidade de muitos vídeos no  site Youtube explicando a execução dos movimentos.

– Skiping alto: Elevação alternada dos joelhos até a altura do abdômen.
Efeito: fortalece os músculos da coxa e trabalha a extensão e impulsão da perna. Trabalha a elevação da perna em 90°.

– Skiping baixo: Elevação alternada dos joelhos até a altura dos quadris.
Efeito: fortalece a panturrilha.

– Anfersen: Correr tocando os calcanhares nos glúteos.
Efeito: concentra a força nos calcanhares.

– Haupserlaufen (sim, esse nome é estranho mesmo): Corrida alternando saltos, com elevação dos joelhos e o conseqüente trabalho de braços.
Efeito: fortalece os músculos da coxa e melhora a impulsão do atleta durante o salto.

– Dribling: Corrida rápida no lugar elevando minimamente os pés, com trabalho de braços rápido.
Efeito: fortalece a panturrilha e melhora o equilíbrio.

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Agora, lembre-se que a sua postura ao correr é muito determinante para todo o conforto e condição estrutural para uma melhor performance no seu tempo final. Deixá-la de lado é abdicar de um resultado que poderia ser a realização de um sonho ou simplesmente lhe dar mais prazer no momento do exercício físico!!!

Coragem!

O que faz uma pessoa se destacar em algum setor da vida? Seria realmente “sorte”? Estar bem, com vontade de realizar, no meu caso sair para treinar todos os dias com sol, chuva, calor e frio ou enfrentar qualquer situação que a vida lhe apresente requer é coragem!

Aristóteles já dizia: A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras!

É necessário coragem para tomar uma decisão, coragem para mudar, coragem para aceitar os erros, coragem para admitir as fraquezas, coragem para entender que pessoas podem realizar coisas melhores do que você, coragem para seguir em frente, coragem para se reerguer e recomeçar, sabendo que pode cair de novo, coragem para rir de você mesmo, coragem para dizer sim e não, coragem para manter a humildade, coragem para querer de verdade, coragem para manter a força de vontade, coragem para manter a fé independente das situações que a vida apresente!

Coragem para realizar um trabalho verdadeiramente focado na qualidade de vida e na superação, não só física, mas também em qualquer outro setor. Coragem para viver intensamente, buscando ir além dos próprios limites, interagindo com o mundo em prol da felicidade. Coragem para assumir que é bom no que faz, coragem para se doar, coragem para dividir e multiplicar!

Psicologia do Esporte

A Psicologia do Esporte é uma ciência que estuda os comportamentos de pessoas envolvidas no contexto esportivo e de exercício físico e visa promover a saúde, a comunicação, as relações interpessoais, a liderança e a melhora do desempenho esportivo. O objetivo do psicólogo do esporte é entender como os fatores psicológicos influenciam o desempenho físico e compreender como a participação nessas atividades afeta o desenvolvimento emocional, a saúde e o bem estar de uma pessoa nesse ambiente. Existe uma diferença entre os papéis da Psicologia do Esporte e da Psicologia Clínica, onde na verdade são especialidades diferentes. Não se “transporta” para o ambiente esportivo o “divã”, as estratégias de intervenção dessas áreas podem ser em alguns momentos similares, porém os objetivos são distintos.

As áreas de intervenção são compostas também pelas práticas de tempo livre (atividade física como manutenção da saúde e do bem estar), pelo esporte escolar (a relação do praticante com o ambiente escolar, nos mais variados graus), pela iniciação esportiva (crianças e jovens envolvidas em atividades esportivas, pedagógicas e competitivas), pela reabilitação (recuperação psicológica de lesão de atletas e praticantes de esporte, assim como pessoas que praticam atividade física como meio para reabilitação ou inserção social, os obesos,  os doentes cardíacos, os doentes mentais, as pessoas com necessidades especiais entre outros), e por fim pelos projetos sociais (tem como intuito o esporte como meio de educação e socialização de crianças e jovens de comunidades carentes).

A atuação mais conhecida está relacionada aos esportes de alto rendimento. Mas, não é só do esporte competitivo o foco de atuação do psicólogo do esporte.  É comum ouvir grandes atletas e treinadores dizerem: “temos que nos preparar psicologicamente para esta partida” ou “fisicamente o time está bem, mas psicologicamente vem passando por dificuldades” ou, ainda, “temos que elevar o moral para virarmos o jogo”.

As demandas psicológicas esportivas são inegáveis. Muitos atletas acabam sucumbindo diante de dificuldades que poderiam ser minimizadas caso houvesse um maior interesse de treinadores e dirigentes na contratação de psicólogos esportivos.

Considerando o aspecto bio-psico-social humano, o atleta poderá se deparar com necessidades em quaisquer das esferas acima citadas: biológica, psicológica ou social.

Assim sendo, se existem necessidades no plano biológico é preciso estar atento ao profissional capacitado para intervir no problema em questão, seja ele o nutricionista, o ortopedista, o clínico geral, o fisioterapeuta ou o cirurgião. Cada um atuando dentro de sua esfera e área de competência. O mesmo deve valer para o plano social e psicológico.

Existe, na área esportiva, uma necessidade plena de auxílio aos atletas. No entanto, a presença deste profissional nas Comissões Técnicas não tem sido bem compreendida.

Uma das etapas da Psicologia do Esporte, além de promover a saúde, é ajudar o atleta e/ou praticante de exercícios a saber por que escolheu determinado esporte e quais são os seus objetivos em relação a ele. Quando esses conhecem o que o mantém treinando, quais os esforços obtidos ao realizar aquele esporte têm mais condições de prever e controlar seu comportamento. Muitas vezes o que os mantém treinando são esforços naturais, conseqüências do desempenho da modalidade esportiva.

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Quando eu corro…

Hoje à tarde assisti ao documentário Grand Slam (Ultramaratona nos 4 Desertos: Atacama – Gobi – Saara – Antártida) e, mais uma vez, percebi que a corrida (no meu caso, a ultramaratona) é a melhor metáfora da vida que encontrei. Ultramaratona requer trabalho, planejamento, esforço, disciplina, dedicação, mas, no final, sempre compensa.

Cada prova que eu escolho não é a primeira, não será a última, mas é a que naquele momento importa. Muitas vezes, pode não ser a prova perfeita, mas eu também não sou! Só que nela, tenho momentos de riso, de choro, momentos que me fazem pensar e admitir que sou humana, que falho, que cometo erros, mas que também me supero!

Então eu corro porque minhas pernas são o instrumento que me ajudam a superar as barreiras que minha mente me impõe… E muitas vezes minha mente me ajuda a superar as barreiras que minhas pernas impõem. Corro porque, quando termino, meu coração me agradece e o traduz com um sorriso em meus lábios. Corro porque cada passo me leva adiante e adiante é futuro e o futuro é vida e a vida é amor. Corro porque quando cruzo uma linha de chegada importante, as lágrimas nascem de maneira incontrolável porque mais uma vez venci a mim e aos meus fantasmas.

E assim, decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesma buscá-las. Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução. Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis. Decidi ver cada noite como um mistério a resolver. Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz.

Se meu único rival são as minhas próprias limitações, nada melhor do que enfrentá-las! Ganhar ou perder? Não sei, mas sei, sim, que farei o meu melhor. E aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim deixar de subir.

Então deixo de ser um reflexo dos meus triunfos passados e passo a ser a minha própria tênue luz deste presente, lutando sempre, aqui e agora. Sonhando e mentalizando, pois os sonhos são somente para fazer-se realidade! Bons treinos!